Oi galerinha, gastro saudável!!
Hoje acordei a todo vapor (pra variar) me entendendo com pequenas correções nos arquivos finais da minha monografia. Poisé, a data da minha banca já bate à  porta e o coração está a mil por hora. Prazos acirrados, detalhes que ainda não fecharam e eu gostaria de compartilhar com vocês de uma maneira bem diferente, algo que já falei inúmeras vezes. Contudo, muito blá, blá, blá, da minha parte não resolveria um assunto tão sério. Pode mal mal, de repente, vez ou outra causar um desconforto que seja mola propulsora que  instigue pensamentos. Acho que se não explicar o motivo de tantas falácias, vocês acharão que estou doida!! Bem… A minha pesquisa de conclusão da graduação em psicologia, versa sobre – Cirurgia Bariátrica:  o bisturi que mira o corpo e alcança a mente – contribuições da avaliação psicológica ao contexto da redução de estômago. 
Mas porque estou agora, falando sobre isso a vocês? Por acreditar que daqui em diante eu poderei auxiliar as pessoas obesas, da forma que sempre quis. Não que eu não me orgulhe do trabalho que tenho feito desde que operei. Me orgulho e sou muito grata por ter conseguido chegar onde cheguei. Mas a cirurgia bariátrica para mim é um assunto tão sério que até hoje me surpreendo com as perguntas que escuto, vindas de pessoas que já passaram, ou que passarão em breve, pelo procedimento.
Pessoal, estas perguntas não são nem a milésima parte das questões que já ouvi ao longo desta quase uma década de cirurgia bariátrica. E quase meia, de psicologia. Acontece que ninguém passa pela psicologia e sai da mesma forma que entrou. Graças a Deus, né gente? A intenção, é mudar mesmo!! Crescer, amadurecer, aprender muito sobre muitas coisas e obviamente que estes conhecimentos devem ser aplicados, colocados em prática. Pelo meu jeito peculiar de escrever, que continua sendo uma característica muito marcante, vocês irão convir comigo que a intenção da psicologia também não é ‘formar’ lotes de robôs!! Vivaaaaaaaa!! Continuo sendo eu mesma! Crítica, antenada, ligada no 520, e falante como só eu, sei ser!
Mas agora, embora permaneça  com todas estas características tão próprias, estou também munida de uns filtros a mais, de embasamento teórico, habilidades técnicas, obviamente que  habilidades de a nível de aprendiz, porém com mais propriedade do que antes, para falar do meu objeto de estudo – a cirurgia bariátrica. Longe de mim querer me apropriar deste assunto sob perspectivas médicas! Nem almejaria tanto! Cada um se coloca do seu lugar de fala! Consigo abordar o tema obesidade  do ponto de vista biológico sim, pois afinal, ninguém vê por aí um cérebro andando sozinho! Isto significa que não somos só mente, da mesma forma que não somos só corpo. Mas em cinco anos me dediquei a entender a obesidade, suas causas e seus efeitos sob o ponto de vista psicológico. E é deste lugar que falarei a vocês. Digo o mesmo sobre a cirurgia bariátrica. A parte biológica do procedimento, preciso conhecer e compreender para poder falar aos meus pacientes e para me comunicar com os profissionais de áreas distintas, mas o que preconizo em meus estudos, são os seus efeitos sob o emocional de cada sujeito. Como ela age, qual seu alcance e as diversas formas como o indivíduo lida com suas alterações sob suas vida.
“Lu Fernandes, é verdade que bariátrica deixa as pessoas doidas?”
“Lu Fernandes, esse negócio faz a gente começar a beber mesmo?”
“Lu Fernandes, fulana operou e agora está em depressão…”
“Lu Fernandes, minha amiga operou, emagreceu e agora virou compulsiva sexual…”

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